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17 de novembro de 2010

Plantão. Alemanha teme ataque terrorista até o fim de novembro

Alemanha aumenta alerta para ataque terrorista

Ministro do Interior diz ter "indicações claras" de que atentado está sendo planejado para o fim de novembro



O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, ordenou nesta quarta-feira um reforço nos procedimentos de segurança de aeroportos e estações de trem da Alemanha após o governo obter "indicações claras" de que atentados terroristas no país estão sendo planejados para o fim de novembro.
Entre os indícios, Maizière citou a descoberta de explosivos em aviões com origem no Iêmen no final de outubro, investigações da Inteligência alemã sobre extremistas islâmicos e, ainda, informações recebidas de outro país, o qual não quis identificar. Essas informações teriam sido obtidas durante as investigações sobre os explosivos encontrados nos aviões.

O ministro afirmou que os procedimentos de segurança mais rigorosos ficarão em vigor por tempo indeterminado, mas pediu que a população tenha calma. "Temos motivo para preocupação, mas não para histeria", afirmou.
Em outubro, quando EUA e Reino Unido alertaram seus cidadãos sobre possíveis atentados na Europa, após agências de inteligência descobrirem um suposto plano da Al-Qaeda, Maizière criticou o que chamou de "alarmismo". "Levamos tudo isso muito a sério. Mas a maneira de apresentar (as ameaças) em praça pública é algo que os terroristas também utilizam, exatamente porque querem propagar o terror. Nós trabalhamos muito e falamos pouco", declarou o ministo à rádio Deutschlandfunk.
"Ninguém pode errar com isso. A Alemanha também é um alvo dos terroristas. Mas, por outro lado, não há nenhum indício concreto de que haja um projeto de atentado iminente", destacou o ministro, acrescentando que as autoridades alemãs permanecem em estado de alerta e investigam "numerosos" indícios.
Em 29 de setembro, a imprensa americana noticiou que fontes de inteligência disseram ter descoberto um plano da Al-Qaeda para matar civis em lugares turísticos na França, Grã-Bretanha e Alemanha. Os ataques aconteceriam como em Mumbai, na Índia, em 2008, com atiradores disparando a esmo em meio à multidão.

16 de novembro de 2010

Uma nova Guerra Fria

EUA X China: Já sopram os ventos de guerra fria
Depois da Guerra Fria envolvendo os EUA e URSS, potências vencedoras da 2ª Guerra Mundial em 1945, estas duas nações ao término daquele conflito, passam a disputar áreas de influência ao redor do globo por um periodo de 40 anos.
Este periodo ficou conhecido como a Guerra Fria no entanto vencida pelos EUA e subsequente fim da URSS em 1991.  Hoje de uma maneira renovada está se reconfigurando entre um EUA decadentes e uma China socialista emergente.
Crise econômica nos EUA sem alguma perspectiva de melhora a curto prazo, guerra cambial, moeda chinesa com baixa cotação em um país superpopuloso com sede de recursos energéticos e que busca novas parcerias estratégicas com diversas nações. O que vem se configurando como o século chinês.
Para que se compreenda melhor nada mais que um bom texto sobre a questão.
Ah, digo aos meus leitores que procurem no blogroll do meu blog por Sempre Guerra, este blog tem um ótimo assunto relacionado ao que estou também tratando no meu blog. Veja aqui um trecho da reportágem...Em Águas Tempestuosas:
Seis semanas atrás, um navio de guerra brasileiro navegou em algumas das águas mais contestadas no planeta e, fora da China, abriu fogo. O navio era o Warramunga fragata e não foi o primeiro navio brasileiro com esse nome a disparar suas armas através do Mar Amarelo.

Sessenta anos atrás, o xará Warramunga.... continue no http://sempreguerra.blogspot.com/ 

Não seria justo no momento eu reeditar aqui uma matéria exclusiva para este momento naquele blog.
Valeu Sempre Guerra, muito boa a primeira parte da  reportágem.
Daniel


As duas superpotências trocam um G2 pela escalada.


Hong Kong - Quase três meses já se passaram desde a "histórica" primeira visita do presidente Barack Obama a Beijing, visita esta que foi acompanhada de expectativas superestimadas por uma suposta conclusão de um novo "entendimento sincero" sino-norte-americano.
Porém, ao invés de se ver as duas superpotências formulando um G2 com influência mundial - conforme sustentavam então super-otimistas "analistas estratégicos" ocidentais - verifica-se nas últimas semanas a escalada de uma nova guerra fria. Com a economia na frente, segue a política, enquanto denominador comum é o álibi da ideologia.
Após a recusa das autoridades de Beijing de "desindexar" a (tecnicamente desvalorizada) paridade do iuan contra o dólar e financiarem os gigantescos déficits fiscais norte-americanos comprando novos bônus made in USA, após a pública esnobada da liderança chinesa contra Obama por ocasião da fracassada Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague para a Mudança Climática e, naturalmente, com o considerando "não" chinês na aplicação de novas sanções contra o Irã por seu programa nuclear, os ianques passaram ao contra-ataque.
Anunciaram uma série de provocantes - para Beijing - "contramedidas", sendo que a mais importante foi a venda de sistemas bélicos supermodernos, no valor de US$ 6,3 bilhões, a Taiwan, seguida pelo anúncio do primeiro encontro de Obama com o exilado hierarca do Tibete, Dalai Lama, com o qual - diga-se de passagem - já se encontraram todos os antecessores de Obama, com objetivo de, apenas, hostilizar o governo de Beijing.
Desde o ano passado havia sido antecedida a eclosão de uma atípica guerra comercial, graças a um pacote de medidas de descarado protecionismo econômico lançado por Washington em detrimento de determinados produtos chineses e chegando ao extremo de sancionar com tarifa de 200% as exportações de tubos de aço, pneus e outros produtos chineses aos EUA.
Contudo, tudo isso era apenas tiro de advertência, porque a verdadeira barragem de artilharia é a venda de lançadores de mísseis Patriot e navios de guerra, equipados com o sistema Aegis, a Taiwan.

Boeing preocupada

A ira da China revelou-se pelas imediatas represálias. O presidente chinês, Hu Jintao, anunciou que não comparecerá à histórica cúpula para a segurança nuclear que está organizando Obama para abril deste ano, enquanto altas patentes militares chinesas anunciaram o congelamento de todos os contatos bilaterais de cooperação militar com os EUA, já programados, e deram sinal verde para o (bem sucedido) teste de um novo e avançado sistema antibalístico.
Qual será o próximo episódio? Os chineses ameaçam clara e diretamente o governo de Washington com a adoção de severas sanções econômicas contra todas as indústrias norte-americanas de material bélico que se envolverão com o pacote de rearmamento de Taiwan, grandes empresas do establishment industrial-militar dos EUA como Boeing, Lockheed Martin e Raytheon.
Particularmente, a Boeing tem todas as razões deste mundo para temer a possibilidade de um boicote chinês contra seus aviões de passageiros, em benefício da européia Airbus. A razão é muito simples: ao longo dos próximos 20 anos o mercado de transporte aéreo da China criará demanda por 4 mil novos aviões de passageiros, no valor total de US$ 400 bilhões.
Guerra fria observa-se, principalmente, em nível militar. As campanhas norte-americanas no Iraque e no Afeganistão, a guerra "subterrânea" no Paquistão e as crescentes ameaças contra o Irã são interpretadas pelo Governo da China como tentativas de seu bloqueio das críticas para seu vertiginoso crescimento econômico matérias-primas.
A decisão da China de gastar bilhões de dólares para criação de uma superfrota de navios de guerra de alto mar, capaz de proteger as rotas marítimas comerciais que a interligam com os países do Grande Oriente Médio, da África, assim como sua ininterrupta guinada rumo a uma concluída aliança com a Rússia, mostram que o verdadeiro alvo da elite partidário-empresarial da China é transformar a ameaça norte-americana de longo prazo a favor de seus interesses.

Lee Wong
Sucursal do Sudeste Asiático.

Tensão (política) vantajosa
A Casa Branca mostra-se conscientizada de que seus - por enquanto - atritos com Beijing não são somente economicamente inevitáveis, mas, paradoxalmente, vantajosos politicamente.
Com o desemprego e os déficits galopando nos EUA, o presidente Obama joga - cada vez mais - a nacionalista "carta chinesa". Em outras palavras, atribui as responsabilidades pela catastrófica situação econômica aos "malvados amarelos", que "roubam" os postos de trabalho na América, inundando-a com produtos baratos, enquanto, ao mesmo tempo recusam-se abrir seus mercados para qualquer coisa made in USA.
Mas, também, a China, na realidade, vê com bons olhos a escalada da tensão com Washington. Sua liderança partidária tem, igualmente, necessidade da correspondente "carta norte-americana" por vários motivos.
Os motivos mais profundos da queda-de-braço entre EUA e China são econômicos e geopolíticos. E não são nada recentes, mas foram criados durante longo período: a "América" pode permanecer a mais forte potência militar e a maior economia do planeta, mas as "conquistas" militares neocolonialistas dos oito anos de Bush Jr. e as consequências da pesadíssima crise financeira têm minado seriamente as bases de sua pós-Guerra Fria hegemonia mundial.
E permitem à velozmente desenvolvida China disputar a primazia política e econômica em várias disputadas, ricas em recursos naturais, regiões do planeta, desde o Centro e o Sudeste Asiático, até a África Subsaariana e a América Latina, do México à Argentina.

Gigante acelera

Os números falam por si só. Em 2000, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA era oito vezes maior do que o chinês, enquanto hoje é apenas quatro vezes. Ainda, neste ano, embora a imprensa ocidental não tenha se cansado de desmentir, a economia chinesa superou a japonesa para ascender ao segundo degrau da escala mundial, atrás da ofegante norte-americana.
Há 20 anos, a China não possuía indústria automobilística, mas hoje é o maior produtor de automóveis no planeta, superando o Japão, assim como o maior mercado de veículos, superando o norte-americano. Ano passado, superou a Alemanha como a maior economia exportadora do planeta.
Ainda, ano passado, enquanto as economias dos EUA, Europa e Japão afundavam na crise, a locomotiva chinesa continuou aumentando suas rotações, gerando riqueza para o país e excelentes perspectivas para sua classe trabalhadora em ascensão à classe média.
Desde o primeiro dia do mês passado vigora o Acordo de Livre Comércio da China com os países do Sudeste Asiático (Asean). Esta foi a "resposta asiática" à fracassada Zona de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e, naturalmente, à União Européia.
Seis semanas atrás, um navio de guerra brasileiro navegou em algumas das águas mais contestadas no planeta e, fora da China, abriu fogo. O navio era o Warramunga fragata e não foi o primeiro navio brasileiro com esse nome a disparar suas armas através do Mar Amarelo.

Sessenta anos atrás, o xará Warramunga.... continue no http://sempreguerra.blogspot.com/ 

Uma morte econômica anunciada

G20 termina sem solução para conflitos cambiais
http://www.emirates247.com/polopoly_fs/1.316692.1289561232!/image/2243352232.jpg
A cúpula do G20 realizada em Seul, Coréia do Sul, terminou sem qualquer acordo sobre políticas para superar as diferenças sobre os conflitos cambiais e comerciais que cresceram nas últimas semanas.
O presidente Barack Obama não conseguiu obter um consenso para exigir que a China permita que sua moeda, o renminbi (também conhecido como yuan), valorize mais rapidamente. Mas os EUA continuam a defender a sua política de imprimir centenas de bilhões de dólares, rejeitando as queixas de países desde a Alemanha, Japão e China até o Brasil, Tailândia e África do Sul de que Washington está deliberadamente desvalorizando o dólar, a fim de obter uma vantagem comercial sobre os seus concorrentes.
A política do dólar barato dos EUA foi agravada pela decisão do Federal Reserve na semana passada de lançar uma segunda rodada de “flexibilização quantitativa”, efetivamente imprimindo dólares para comprar US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA. A enxurrada de dólares americanos está fazendo subir as taxas de câmbio dos maiores exportadores, tais como a Alemanha e o Japão, assim como das economias emergentes de mais rápido crescimento na América Latina, Ásia e África. A política do Fed está gerando ondas de dinheiro especulativo que estão desestabilizando as economias emergentes, criando bolhas de ativos e o perigo da inflação galopante.
Os preparativos para a cúpula de dois dias, a quinta reunião dos chefes de governo do G20 desde o crash financeiro de Setembro de 2008, foram marcados por recriminações públicas duras, com os maiores exportadores do mundo, a China e a Alemanha, em particular, acusando os EUA de manipulação da moeda e de protecionismo. Por seu lado, Washington culpou o vasto e crescente desequilíbrio na economia mundial em países como a China e, por consequência, a Alemanha.
Para não abrir brechas, o que poderia provocar um colapso dos mercados financeiros e a erupção de moeda descontrolada e de uma guerra comercial, o campo de guerra trabalhou na madrugada de sexta-feira para emitir um comunicado vago o bastante para encobrir as diferenças não resolvidas e permitir que os participantes interpretassem os diferentes pontos de acordo com seus interesses nacionais.
A declaração dizia que os líderes haviam concordado em se mover em direção a “sistemas de taxa de câmbio mais determinados pelo mercado, melhorando a flexibilidade da taxa de câmbio de modo a refletir os fundamentos econômicos subjacentes …” Este texto foi inserido por insistência dos Estados Unidos e dirigido principalmente contra a China, que intervém regularmente em mercados cambiais para controlar o aumento de sua moeda em relação ao dólar. Pequim, no entanto, insiste que já está se movendo precisamente na direção indicada no comunicado.
Os líderes também se comprometeram a evitar a “desvalorização competitiva das moedas”. Isto foi amplamente dirigido contra os EUA e inserido por insistência de uma série de países que se opõem à política monetária ultra-frouxa do Fed . A delegação dos EUA lutou sem sucesso para substituir a palavra “desvalorização” por “subvalorização”, a fim de transferir o ônus maior para os chineses. Em qualquer caso, os políticos dos EUA desde Obama ao secretário do Tesouro, Timothy Geithner, passaram grande parte do encontro de dois dias solenemente admitindo que os EUA não estão seguindo agora, e nunca seguiriam uma política de dólar barato.
A linha básica dos EUA foi a de que o estímulo monetário era necessário para reativar a economia dos EUA, e o que era bom para os EUA era bom para o mundo.
A declaração do G-20 teve o tom de promessa: “As economias avançadas, incluindo aquelas com moedas de reserva, serão vigilantes contra a volatilidade excessiva e movimentos desordenados nas taxas de câmbio”. Isto também foi dirigido contra os EUA, que têm sido amplamente acusado de explorar o papel privilegiado do dólar como principal moeda de reserva mundial para seguir um caminho unilateral e nacionalista que está agravando a instabilidade financeira global.
A mando de mercados emergentes que cada vez mais recorrem a controles de capital para conter o afluxo de capital especulativo do exterior, o comunicado sancionou medidas de controle “cuidadosamente projetadas”.
Repetiu o chamado para concluir a rodada de negociações de liberalização comercial de Doha, lançada em 2001.
Sobre a questão mais controversa — a proposta dos EUA para a imposição de um limite de 4% do produto interno bruto, sobre os desequilíbrios das nações em conta corrente, os excedentes, assim como os déficits, o G20 adiou qualquer ação. Os principais países exportadores, como China, Alemanha e Japão são inflexivelmente contra o plano dos EUA, que temem que seria usado para forçá-los a reduzir suas exportações a favor dos países com déficit — em primeiro lugar, os Estados Unidos.
Os EUA desenvolveram este programa, em uma reunião de ministros das finanças do G20, em outubro, mas abandonou a tentativa de desenvolver uma medida quantitativa dos desequilíbrios em face da feroz oposição. O comunicado emitido sexta-feira pediu que os ministros das finanças do G20 e banqueiros centrais relatassem no ano seguinte o “progresso” através de “orientações indicativas” do comércio e equilíbrios e desequilíbrios de pagamentos.
Há relatos de que as negociações sobre o texto do comunicado foram turbulentas e acaloradas. “Esta não foi uma demonstração de amor”, disse um funcionário que participou das negociações. O Financial Times citou um oficial britânico, dizendo: “Você pode dizer como as negociações foram difíceis por quão ruim foi a linguagem”.
De outro lado, para os EUA e o governo Obama, intensas negociações para finalizar uma longa procura por um acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul não conseguiram produzir um acordo. As negociações fracassaram, evidentemente, sobre as exigências dos EUA para as concessões de Seul sobre o comércio de automóveis e carne em comparação com os termos de um pacto elaborado em 2007 entre a Coreia do Sul e o governo de Bush, mas nunca levado à votação no Congresso.
O fracasso da cúpula do G20 anuncia uma intensificação dos conflitos comerciais e cambiais que ameaçam desencadear uma guerra comercial global. O resultado das reuniões bilaterais realizadas quinta-feira por Obama com o presidente chinês, Hu Jintao, e a chanceler alemã Angela Merkel ressaltaram o desacordo entre os campos opostos.
Na sua conferência de imprensa em Seul, na sexta-feira, Obama disse que “apurou ontem com o presidente Hu da China” que “as economias emergentes precisam permitir moedas que são orientadas para o mercado”. Em um ataque velado, ele continuou: “Todos nós precisamos evitar ações que perpetuem desequilíbrios e dê aos países uma vantagem indevida em relação um ao outro”.
Em resposta a uma pergunta, Obama foi mais belicosos, dizendo que “a questão do [renminbi] é irritante não apenas para os Estados Unidos, mas para um monte de parceiros comerciais da China e para aqueles que estão competindo com a China para vender mercadorias em todo o mundo. Ele está desvalorizado. E a China gasta enormes quantias de dinheiro intervindo no mercado para mantê-lo subestimado.
Por sua vez, os chineses sugeriram que a política monetária de Washington foi imprudente e negligente de suas consequências internacionais. Zheng Xiaosong, o diretor-geral do Departamento Internacional do Ministério de Finanças, em entrevista coletiva na cúpula: “Os emitentes das principais moedas de reserva, enquanto implementam suas políticas monetárias, não devem ter apenas em conta as suas circunstâncias nacionais, mas também devem ter em mente os possíveis impactos sobre a economia global”.
Merkel, em um discurso em Seul, em alusão depreciativa à uma enorme dívida externa e déficits comerciais dos EUA, declarou: “Na tarefa pela frente, o valor de referência deve ser os países que foram mais competitivos, para não reduzir ao menor denominador comum”.
A cúpula é outra indicação de que todo o sistema de relações econômicas globais pós-II Guerra Mundial está se desintegrando. No centro desta crise está a grande queda dos EUA na posição econômica mundial. Os EUA estão deliberadamente tentando alavancar sua decadência econômica— refletida na enorme queda no valor do dólar e do correspondente aumento do preço do ouro —para descarregar sua crise no resto do mundo.
Na véspera da cúpula, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, reconheceu que o atual sistema monetário, com base na supremacia do dólar, não é mais viável. Ele propôs um sistema baseado em múltiplas moedas de reserva e de alguma forma ligadas ao ouro.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que será o anfitrião da próxima cúpula do G20, disse nesta sexta-feira: “Houve um momento em que houve uma economia dominante, os Estados Unidos, e uma moeda, o dólar. Estamos enfrentando um novo mundo … e nós precisamos de um sistema monetário multilateral”.
Na sequência da cúpula, o Bangkok Post relatou que o primeiro-ministro tailandês Abhisit Vejjajiva propôs usar o renminbi chinês como a moeda de troca principal na região da Ásia-Pacífico para diminuir o impacto do enfraquecimento do dólar americano.
Por Barry Grey
16 de Novembro de 2010
[traduzido por movimentonn.org]
Fonte: WSWS

Noticias sobre o Irã

O ex-piloto de caça iraniano: "Ahmadinejad incita guerra 'Por PESSOAL JPOST.COM11/16/2010 21:53
Em entrevista ao Canal 10, Bahazad Masawi ele critica o regime iraniano diz que é "o maior torcedor  do mundo contra o terrorismo", diz  ser inimigo do  Irã e não Israel.
O Irã tem um plano nuclear militar e pretende adquirir armas nucleares, disse um ex-tenente do exército iraniano em uma entrevista ao Canal 10 noites de notícias terça-feira.Bahazad Masawi, ex-piloto da Força Aérea iraniana, que fugiu do regime e está se escondendo em Paris, disse em entrevista que "Ahmadinejad cria terror e incita à guerra na região. Isso não é bom para o povo iraniano. Ahmadinejad torna a situação no Irã e em toda a região pior.RELACIONADOS:-Os iranianos começam em 5 dias, exercício de defesa aérea em todo o país e Ashton concorda em se encontrar com o negociador iraniano em 05 de dezembro-O ex-piloto, que voou F-14 do Irã, caças, destacou que Israel não é um inimigo do Irã ». "A nação iraniana não é um inimigo do povo israelense e no passado eles não eram inimigos seja, eles sempre foram amigos. Não é possível separar o povo iraniano do povo de Israel. Rei Ciro é o único que salva os judeus.Masawi lamentou na entrevista para o apoio do Irã para o Hezbollah e para organizações terroristas. "Tudo o terrorismo do estado das finanças do dinheiro, o regime islâmico no Irã é o maior apoiador do terrorismo no mundo. Todo mundo sabe disso", disse ele.


 
Falando sobre seu papel como um piloto em vigor do Irã , Masawi disse: "Nós não tínhamos acesso às técnicas de luta da Força Aérea israelense, que pertence a inteligência iraniana. Eles são os que estão envolvidos nesta questão. Nós não tivemos nenhuma necessidade de espionar ninguém, nosso trabalho foi  voar. "Masawi fugiu para Paris há alguns dias, ele disse ao canal 10, através de uma rede de oficiais militares que se opõem ao regime islâmico. Falando sobre o regime, o piloto disse: "Um jovem sai e falar contra o regime iraniano, gritando nas ruas:" Morte à ditadura ", e então prendê-lo, estuprá-lo, prendê-lo e depois matá-lo . Isso é chamado de um regime ditatorial. Este não é um regime justo. "

Querem iugoslavizar o Brasil?

Esta matéria tirei da net e mostro a vocês como eleições manipulam o povo e podem até dividir um pais.
A quem interessa isto tudo?
Leiam.

Derrotados tentam iugoslavizar o Brasil pela Internet



Mauro Carrara

Primeiramente, estes são os derrotados: o PSDB, o DEM, o PPS, as Organizações Globo, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a Editora Abril, a TFP, a Opus Dei, os monarquistas, os falsos pastores evangélicos liderados por Piragine, a ala reacionária do episcopado católico e parcelas privilegiadas das classes médias urbanas do centro-sul do país.
Seguindo a velha cartilha golpista, essa confusa coligação quis ver na conduta dos setores progressistas uma ameaça à democracia. Seus líderes redigiram manifestos em defesa da unidade nacional, da liberdade de expressão e da tolerância. Meteram ali as assinaturas de celebridades e sub-celebridades da direita escancarada, da direita enrustida e de três ou quatro trânsfugas do esquerdismo.
Consumada a derrota eleitoral, porém, rasgaram logo suas cartas oportunistas e passaram a fomentar uma revolução separatista no Brasil. Toda a teatral civilidade da campanha foi prontamente substituída por racismo, preconceito e incitação à violência.
De forma articulada, a reação à vitória de Dilma Rousseff logo tomou as páginas das redes sociais na Internet. Centenas de jovens (e não jovens) que militaram nos batalhões do terror cibernético serrista passaram a propugnar um processo de secessão, mirando seus canhões especialmente contra o povo das regiões Nordeste e Norte.
Puseram-se a defender ferozmente uma guerra aos moldes daquela que destroçou a Iugoslávia nos anos 90. Naquela região, vale rememorar, o transe do ódio produziu como saldo uma economia destruída, enormes legiões de mutilados paranoicos e pelo menos 100 mil mortos.
Mayara Petruso, uma estudante de Direito paulista, filha da classe média alta, comandou o movimento de perseguição ao nordestinos. Na rede de relacionamentos Facebook, escreveu o seguinte:
- Afunda Brasil. Deem direito de voto pros nordestinos e afundem o pais de quem trabalhava pra sustentar os vagabundos que fazem filho para ganhar o bolsa 171.

Noutra postagem, fez apologia do crime e lamentou que a presidente eleita não tenha sido assassinada. Dilma é apelidada de “dragão” pelos grupos neofascistas da juventude serrista de São Paulo.
- Agora, passem fome, frio… É impressionante, quando precisamos de violência não a temos, pq ninguém pensou em matar o dragão?

Em outra mensagem, desta vez no Twitter, ela estimula seus pares de Internet a se juntarem numa cruzada de extermínio.
- Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado.

No dia seguinte às postagens, a jovem soube que a seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) entraria na Justiça de São Paulo com representação criminal contra a onda de ataques da qual fora protagonista. Aí, pediu desculpas, desconversou…
Na verdade, fechar o foco legal sobre Mayara deve se constituir num equívoco do ponto de vista jurídico. Milhares de outros jovens participaram dessas atividades de inspiração nazista. No Twitter, um certo Maxi Franzoi, por exemplo, escreveu o seguinte:
- O dia em que as nordestinas serem as mais gatas eu viro gay. Pegar nordestina não rola. Elas nem banho tomam, não chegou o chuveiro lá ainda.

Na rede Orkut, pertencente ao Google, as mensagens bombaram na comunidade “Eu odeio o Nordeste”, cujo texto de apresentação é o seguinte:
- Essa comunidade é pra quem odeia o nordeste, uma região fudida que só tem vagabundo, corno, puta, e que não da nada pro Brasil alem de políticos corruptos e mais um montão de coisas.

Ainda no Orkut, a movimentada comunidade “Brasil”, com mais de 1,3 milhão de membros, converteu-se num centro de difusão de ódio suprematista e secessionista. Um certo Jefferson, por exemplo, abriu um tópico com os seguintes termos:
- Brasil do Norte comunista – Brasil do Sul democrata – Separatismo já.

O movimento certamente é articulado, pois toma corpo justamente em canais de Internet que difundiram massivamente calúnias contra Dilma Rousseff durante o processo eleitoral. Os avatares associados à campanha de Serra são os mesmos agora dedicados a exigir ações de segregação e extermínio.
Essas manifestações não cessaram mesmo depois que os jornais divulgaram os mapas da votação por regiões, segundo os quais a candidata do PT teria sido eleita mesmo sem os votos das regiões Norte e Nordeste.
Serra foi derrotado em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul registrou-se vantagem mínima para o tucano (50% a 49%). Mesmo em São Paulo, considerado seu principal reduto, o representante do PSDB viu sua rival receber 46% dos votos. Fechando-se mais o foco, percebe-se massivo apoio à candidatura situacionista nos bairros da periferia paulistana.
Globo como origem da distorção
Boa parte desse delírio agressivo foi estimulado pela ficção cromática criada pela Rede Globo de Televisão, que insistiu em pintar totalmente de “azul” os Estados com maioria de votos para Serra, e em “vermelho” aqueles com vantagem para Dilma. Essa representação grosseira criou uma ideia de unanimidade do centro-sul em torno da candidatura do PSDB.
Na verdade, Estados como Rio Grande do Sul e Espírito Santo podiam ter sido pintados de “roxo”, considerada a diferença mínima entre os dois candidatos. O próprio Estado de São Paulo, da furiosa Mayara, poderia ter 46% de seu território tingido de vermelho.
A distorção Global, copiada pelos jornalões paulistas, imita o modelo de representação gráfica televisiva dos resultados de eleições presidenciais norte-americanas, em que o vencedor do Estado leva todos os votos dos delegados. Uma regra eleitoral sem qualquer conexão com a realidade brasileira.
No território das redes sociais, há que se responsabilizar também o Google (Orkut), o Facebook e o Twitter, sempre cegos a esse tipo de propaganda racista ou de incitação ao ódio. Convém lembrar que a comunidade orkutiana dos inimigos do Nordeste funciona livremente desde Fevereiro.
Do ponto de vista da inspiração, o movimento tem origem nos grupos de fanáticos que tomaram a direção da campanha serrista, especialmente no sul do país e em São Paulo. Esses sabotadores virtuais procuram repetir a fórmula das “revoluções coloridas”, financiadas há uma década pelo National Endowment for Democracy (NED), dos Estados Unidos. A entidade tem como missão oferecer suporte integral a operações de desestabilização em países governados pela esquerda.
As agressões pós-eleitorais deste 2010 deixarão feridas indeléveis na alma país. Por anos e anos, gerarão acusações, atritos e ressentimentos entre irmãos brasileiros. Na cena deste delito abominável, os futuros historiadores certamente encontrarão as digitais de José Serra e de seu bando de maus perdedores.
 

Haiti.Um hospital a céu aberto

Soldado da ONU mata manifestante durante protesto no Haiti

Haitianos acusam nepaleses que integram missão de paz de levar cólera ao país, onde doença matou mais de 900

iG São Paulo | 16/11/2010 05:04 - Atualizada às 09:55

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Foto: © AP
Soldados brasileiros da missão de paz da ONU fazem patrulha em Porto Príncipe (15/11)
Pelo menos uma pessoa morreu durante um protesto contra a missão de paz da ONU no Haiti (Minustah), em meio à epidemia de cólera que já matou mais de 900 pessoas no país. Haitianos acusam soldados do Nepal integrantes da Minustah de levar o cólera ao país pela primeira vez em um século.
Soldados da ONU atiraram gás lacrimogênio para tentar dispersar os manifestantes que atiravam pedras e bloqueavam ruas nos subúrbios da segunda maior cidade do país, Cap Haitien. Houve tiros e um manifestante foi morto por um soldado das tropas da ONU.
Seis soldados e outras dez pessoas foram feridas durante o conflito. A radio local Kiskeya afirmou que outro jovem foi encontrado morto em Cap-Haitien, mas as circunstâncias da morte não estão claras.
A ONU confirmou que o tipo de cólera no país é o mesmo existente no Nepal, mas diz não ter encontrado evidências de que foram seus soldados que levaram a doença ao Haiti. Nos protestos em Cap Haitien, centenas de pessoas jogaram pedras nos soldados, incendiaram barricadas e uma estação de polícia.
Eles pediam a saída das forças de paz do Haiti e acusavam o governo de "deixar as pessoas morrerem". "Um manifestante tinha uma arma e atirou no soldado, que atirou de volta em legítima defesa", disse o porta-voz da Minustah (missão da ONU no Haiti), Vicenzo Pugliese. Na cidade de Hinche, no centro do país, outros manifestantes entraram em conflito com soldados nepaleses.
'Segurança Nacional'
Vários haitianos também protestaram contra a localização dos centros de tratamento de cólera, reclamando do risco de os centros levarem a doença para suas comunidades. O coordenador humanitário da ONU no Haiti, Nigel Fisher, disse que os protestos mostram que o surto de cólera no país passou de uma crise de saúde para se tornar "um assunto de segurança nacional".
Ele disse ainda que as agências da ONU esperavam um aumento significativo no número de casos da doença. Segundo especialistas, até 200 mil haitianos podem contrair cólera.
O cólera já está presente em dez províncias do Haiti. Agências de saúde lutam para conter a doença na capital Porto Príncipe, onde ela já matou 27 pessoas. Há receio de que ela se espalhe pelos acampamentos de sobreviventes do terremoto, onde vive 1,1 milhão de pessoas.
Em pronunciamento no domingo, o presidente do Haiti, Rene Preval, pediu que as pessoas tivessem cuidado especial com higiene para prevenir a infecção. No entanto, muitos haitianos não tem acesso à água limpa, sabão e saneamento adequado.
Com BBC e EFE

Finanças em colápso. Irlanda e quem mais se habilita?

Zona do euro busca saída para crise da Irlanda

Já se observam sinais de que o contágio está chegando a Portugal, podendo afetar também outros países da região

Reuters | 16/11/2010 07:43

 
Os ministros das Finanças da zona do euro tentarão encontrar uma saída para a crise de dívida irlandesa na tarde desta terça-feira, com Dublin resistindo a pedidos de buscar um resgate financeiro estatal e argumentando que apenas seus bancos precisam de ajuda.

A Irlanda enfrenta pressão do Banco Central Europeu (BCE) e de países da zona do euro para tomar uma decisão rápida em meio a sinais de que o contágio do mercado está chegando a Portugal, podendo afetar outros Estados maiores.
O governo irlandês, tentando proteger sua estreita maioria parlamentar, diz estar conversando com colegas europeus sobre maneiras de estabilizar os bancos do país, mas nega que um resgate seja necessário para impedir que seus problemas prejudiquem outras nações.
"Eu esperaria, após a reunião do Ecofin nesta tarde e amanhã, que haja mais lógica inserida nisso", disse o ministro irlandês de Assuntos Europeus, Dick Roche, à BBC Radio.
"Não há razão pela qual nós deveríamos engatilhar um resgate do tipo da UE ou do FMI."
O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean Claude-Juncker, que preside as conversações desta terça-feira em Bruxelas, disse que a Irlanda está longe de pedir um resgate como o da Grécia, que envolveria termos rígidos de austeridade e a supervisão da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Greenspan diz que déficit dos EUA ameaça o mercado de bônus

Ex-presidente do Fed afirma que há risco de uma crise no mercado de bônus se o elevado déficit fiscal não for interrompido

EFE

Washington - O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Alan Greenspan, disse neste domingo que os Estados Unidos correm o risco de sofrer uma crise no mercado de bônus se o elevado déficit fiscal não for interrompido. "Temos que resolver este assunto", disse Greenspan neste domingo em declarações à rede de televisão "NBC", em referência ao elevado endividamento do país.
As declarações foram feitas pouco antes da comissão criada a pedido do presidente Barack Obama publicar suas recomendações sobre como reduzir o déficit no país, em 1º de dezembro. A comissão é copresidida por Erskine Bowles, chefe de gabinete durante a Presidência de Bill Clinton (1993-2001), e Alan Simpson, ex-senador republicano por Wyoming, e integrada por 18 membros.
Bowles e Simpson apresentaram nesta semana aos integrantes do painel uma minuta com suas propostas na qual propõem um aumento da idade de aposentadoria, grandes cortes de despesas e uma reforma tributária para reduzir o déficit em US$ 4 trilhões durante a próxima década. A proposta indica que, caso seja aplicada integralmente, o déficit ficaria em 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2015, um dado mais otimista do que o perseguido pela Casa Branca, que quer reduzir o déficit para 3% do PIB. No ano fiscal que terminou em 30 de setembro, o déficit fiscal equivaleu a 8,9% do PIB.
Greenspan disse que o Congresso aprovará um plano na linha do proposto por Bowles e Simpson. O problema, segundo o ex-titular do Fed, é que não está claro se a aprovação chegará "antes ou após uma crise no mercado de bônus". Segundo Greenspan, se o déficit, que se espera que supere o trilhão de dólares pelo terceiro ano consecutivo durante o presente exercício fiscal, assustar o mercado de dívida, os juros a longo prazo dispararão e isso poderia causar um retorno à recessão.

15 de novembro de 2010

O que são os Crop Circles?

SINAIS CÓSMICOS DIVINOS

 OS CROP CIRCLES

Aqui uma matéria legal para aqueles que não sabem sobre Crop Circles, além de serem desenhos incrivelmente bonitos em diversas plantações ao redor do mundo, muito se especula sobre o autor ou autores deste fenômeno.
Dizem ser feito por humanos, não dá porém para acreditar que estas formas geométricas e demais desenhos, sejam obras de humanos, devido a tamanha perfeição. Particularmente creio ser algo mais, algo proveniente de uma inteligência mais avançada de outras dimensões...
Uma inteligência extraterrestre.
Vejam as fotos e leiam ao artigo.
Daniel

Os “círculos” nas colheitas, ou “crop circles”, como ficaram conhecidas as manifestações pictóricas ocorridas nos campos de cultivo da Europa e agora também em outros países são um dos mais fascinantes e profundos mistérios da atualidade. Embora sejam relacionados à atividade humana, nenhuma evidência comprovada foi encontrada nos círculos “autênticos”.

Nestes casos, nos círculos, ou em sua proximidade, nunca foram encontrados quaisquer traços ou pistas que indicassem como foram feitos ou por quem. Não há pegadas de pessoas, ou marcas de pneus de veículos, nem sinal de que as plantas em seu interior tenham sido manipuladas por humanos. Simplesmente, os círculos surgem do nada, portando uma mensagem inexplicável e desafiando nossa inteligência e tecnologia.

Duas organizações vêm fazendo estudo do solo dos círculos. Elas são o Center for Crop Circles Studies in England e uma organização conhecida como ADAS Ltd., trabalhando com o Ministério da Agricultura Inglês. Uma das coisas que eles descobriram é que os solos adquirem uma quantidade anormal de hidrogênio após cada formação. O único modo desta quantidade de hidrogênio aparecer assim seria se o solo recebesse uma carga elétrica extremamente forte.

A origem do fenômeno é bem mais complexa. Alguns estudiosos ingleses encontraram na capa de um tablóide londrino, datado de 22 de agosto de 1678, uma narrativa que faz menção à lenda do “Demônio Ceifador”, relatando a existência de misteriosos círculos nas plantações inglesas já naquela época.

Em outros casos, pessoas foram condenadas pela igreja por utilizar grãos provenientes dos círculos pra celebração de rituais de fertilidade. Também foram relatados casos nas décadas de 1930 e 40, alertando sobre o fenômeno. Com o passar dos anos as figuras foram se tornando cada vez mais complexas, primeiro eram circunferências simples, depois surgiram circunferências duplas, triplas, quádruplas, quíntuplas, círculos com anéis, figuras triangulares, ovais, espirais, etc. e assim o mistério continua, os círculos viraram símbolos e depois figuras complexas e extraordinárias. E com o aumento na quantidade e complexidade das figuras a cada ano, ficava evidente que aqueles misteriosos desenhos jamais poderiam ser feitos por mãos humanas, pois mesmo que tivesse uma multidão de pessoas desocupadas e interessadas em produzir tal fenômeno não iriam dar conta das centenas de círculos que já viam sendo catalogados em todo o interior da Inglaterra.

Com tal aumento na complexidade dos chamados Círculos Ingleses, ficou descartada a teoria inicial de que os círculos seriam simples marcas de trens de pouso de naves alienígenas. Ufólogos, geólogos, biólogos, matemáticos, físicos, astrônomos e céticos se revezam no mundo inteiro para tentar explicar este fenômeno, alguns com bons argumentos, outros chegam a ser ate ridículos, como a história divulgada pela TV Inglesa no final de 1991, de que dois velhinhos Doug e Dave, teriam feito tais desenhos durante a noite usando a simples técnica de puxar uma tábua amarrada a uma corda por sobre os trigais. Logo os céticos do mundo inteiro deram como encerrado o problema e desvendado o mistério.

Mas o que ocorreu nos anos seguintes foi uma explosão do fenômeno (mais de 3000) por regiões tão distantes e de forma tão acelerada que a dupla de velhinhos já não era capaz de realizá-los, exceto pela imaginação. Quando perguntados sobre as técnicas empregadas, muitas vezes titubeavam e não conseguiam dar explicações consistentes sobre as construções das imagens e muito menos sobre sua execução.

Descartando completamente a hipótese dos céticos sobre a autoria humana das imagens e voltando-se ao fenômeno original, observamos que as formações seguem padrões de geometria euclidiana, com complexas formas e motivos, atualmente com várias manifestações baseadas em geometria fractal e simbologia matemática, rica em mensagens codificadas sobre lavouras de grãos ao redor do mundo.

Mas o que temos de concreto até o momento?
1. Sabemos da pesquisa científica que eles são formados (as genuínas formações) por uma energia capaz de alterar a estrutura molecular da planta sem danificá-la. Além disso, também é capaz de alterar a taxa de crescimento e o seu padrão.
2. A energia envolvida parece ser benigna, mas sua natureza ainda é desconhecida.
3. Algumas formações irradiam uma onda de aproximadamente 5.7 Hz no espectro eletromagnético.
4. Ocorrem às vezes paralelamente ao avistamento de Ovnis.
5. Mesmo após a colheita, a forma dos círculos tem permanecido na terra durante pelo menos seis meses em alguns casos. Isto não pode ser conseguido por “formações na colheita” feitas por humanos.
6. Em algumas das formações, bússolas giram denotando uma anomalia magnética presente.
7. A plantação fora da formação não exibe as mesmas características encontradas dentro do círculo.

8. Não há nenhum nível de consistência. Em algumas formações temos o fator som, as anomalias magnéticas e impressões no solo, mas isto não quer dizer que iremos encontrar as mesmas características na próxima formação. Ainda assim, pode-se mostrar que os novos círculos fazem parte de uma formação genuína.

9. Se nenhum ser humano entrar na formação, a colheita (plantação) continuará crescendo e o fazendeiro não vai perder qualquer grão.

Assim, o que nós temos? Lindos padrões geométricos nos campos que desafiam nossas leis de lógica, da física e argumentos. Mas eles continuam aparecendo pelo mundo afora! Eles parecem ter um profundo efeito espiritual em todos os visitantes ou pesquisadores. Talvez, se nada mais houver, esta seja a razão da sua existência.

Olhando de perto

“Para cada coisa que acredito saber, dou-me conta de nove que ignoro.” (Provérbio Árabe)

Mas o que os cientistas dizem a respeito? Existe algum trabalho sério sendo conduzido neste campo? O que se tem realizado são pesquisas ainda incipientes e nenhuma com respaldo de grandes instituições. Entretanto com a multiplicação do fenômeno acredita-se que mais cientistas voltem os olhos para o fenômeno e tenham iniciativa para realizar estudos aprofundados. Nos últimos meses, alguns pesquisadores tem se voltado para decifrar os códigos matemáticos impressos nas imagens. O resultado tem sido fascinante. Muitas das imagens produzidas este ano foram relacionadas a eventos astronômicos, como o eclipse de 1º de agosto, onde vemos várias alusões ao alinhamento planetário. Outra fascinante descoberta foi realizada pelo astrofísico Michael Reed em decifrar uma imagem aparecida em julho deste ano próxima ao castelo Barbury, em Wilts, que continha claramente os dez dígitos do número Pi, a mais ubiqua de todas as constantes matemáticas. Segundo ele, “O pequeno ponto próximo ao centro representa o algarismo decimal, o décimo dígito foi corretamente aproximado, os segmentos angulares representam os dígitos com o salto do raio, de acordo com o valor de cada um, e começando por contar desde o centro, obtém-se exatamente o valor dos dez primeiros dígitos de pi: 3.141592654″



Outro aspecto fascinante das manifestações é a marca deixada nas plantas. As alterações biofísicas são de um grau desconhecido na sua origem, mas algumas simulações demonstraram que a aplicação de alta carga energética pode produzir efeitos semelhantes na estrutura das plantas. Outros estudos tem sido conduzidos por biofísicos e biólogos moleculares no tocante à estas alterações, bastante peculiares e também impossíveis de serem produzidas por mãos (ou pés) humanos. Alguns estudos comprovaram alterações na parede celular das plantas, bem como alterações cromossômicas e embrionárias nas sementes. Entretanto até o momento nenhum estudo amplo foi publicado.




Conforme estas imagens produzidas na Polônia, onde um círculo foi observado em agosto deste ano, as características são semelhantes as demais manifestações, onde as plantas são “dobradas” a mais ou menos 20% da altura, produzindo nódulos no caule com detalhes interessantes, formando um “cotovelo”, que pode ser desenvolvido pela própria planta por pressão de crescimento, porém de forma muito mais lenta do que o ocorrido nas aparições, e nunca na mesma altura da haste e na direção paralela ao solo.

Indo além nas explicações

Testemunhas oculares que presenciaram formações alegam que os desenhos são frutos da manifestação de bolas luminosas, que podem estar agrupadas ou só, onde flutuam sobre as plantações geralmente durante a madrugada. Um vídeo controverso produzido por uma testemunha mostra uma formação em tempo real do círculo pelos ditos ovnis. Numa velocidade surpreendente, o desenho formado pelas plantas dobradas apresenta as mesmas características dos círculos autênticos. Este vídeo esta disponível aqui. Todavia parece que este é o único material produzido em vídeo até hoje sobre o fenômeno, embora multidões de pesquisadorese curiosos tenham tentado registrar estes eventos. Sempre ocorrem fatos inexplicáveis, como alterações no equipamento, descarga das baterias e até esquecimento de por a fita na câmera (sic).

Partindo do pressuposto de que as formas geométricas são originárias de manifestações energéticas desconhecidas, as bolas de luz ou quaisquer outro objeto voador não identificado traduz nossa total ignorância sobre física, principalmente após um século de descobertas quânticas. Descobiu-se que nosso universo é permeado por uma energia infinitamente maior e desconhecida: a chamada energia negra. De fato, esta energia não é escura, e foi apenas um nome escolhido para representá-la, talvez por ser escura para nosso entendimento.

Segundo a renomada bióloga evolutiva Elisabeth Sahtouris, o universo é permeado por formas de energia criativa, presente em todo o cosmos, que diz ainda: “We must collectively recognize what western science is only now discovering: that humanity and the rest of our living world are embedded within a far greater and fundamentally different reality than is encompassed by our current scientific worldview or paradigm. We are replacing the view of a non-living material/ electromagnetic universe with a greater non-physical reality of conscious intelligence as the never-ending source of scientifically known energy and matter�a cosmic source that has been known in many human cultures from ancient times. It is fundamentally conscious and creative, transforming or transmuting into material universes and other creative ventures.”

Talvez estes fenômenos representem uma ótima oportunidade para a humanidade dar um salto significativo em seu desenvolvimento, não apenas pensando em que algo “extraterrestre” seja responsável pela salvação de nosso destino, mas que isto apenas está em nossas mãos, como nunca antes…

13 de novembro de 2010

O Fantástico quer dizer-nos que tudo sobre Ovnis é balela? Não é!


Este é o trabalho da mídia controlada e manipuladora de opinião coletiva a de dizer que aquilo que pode existir não existe na verdade.
É um caso emblemático o Fantástico da Rede Globo, sempre querer ser o dono da verdade sobre todos os fatos que propõe a revelar.
De fato existem muitos temas que são forjados, sobretudo dentro da Ufologia, mas isto não deixa os estudiosos desta área maculados por um inteiro descrédito.
É um estudo sério, existem pessoas de altíssimo nível e que fazem um espetacular estudo sobre o assunto aparição de OVNIS e a existência de vidas inteligentes fora de nosso planeta.
Não podemos dizer que nada existe por conta de um programa de televisão dominical, temos que saber seguir trabalhos idôneos sobre tal tema e não suposições e charlatães.
A ufologia vem contribuindo e muito para a elucidação de muitas casuisticas e contribuindo para uma mudança de consciência de todos, mesmo manchada por pessoas do seu meio que querem desacreditar o seu justo trabalho. Não estamos sós, isto é fato, relatos, falsos ou verdadeiros estão aí para quem quer se dedicar ao assunto, resta -nos analizar o que é verdade ou mentira.
Abaixo está um trecho do site Ufovia, leiam e tirem suas conclusões...
Daniel
Nossos amigos da ufovia fizeram um texto muito legal mostrando o outro lado da reportagem que foi ao ar pela rede globo no fantástico, usando tendenciosamente a nova portaria da FAB e atacando os casos clássicos da ufologia brasileira.  Confira parte do texto aqui, e o restante no site da ufovia.
Com o título de “Fantástico desvenda supostas aparições de discos voadores”, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibido no domingo, 15/08, procurou desmistificar alguns casos clássicos da ufologia brasileira.
O gancho para a reportagem, foi a publicação da Portaria 551/GC3, pelo Comando da Aeronáutica no Diário Oficial da União nº 152, de 10 de agosto, que estabelece o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileira (COMDABRA), sediado em Brasília, como o órgão responsável pelo recebimento e catalogação dos documentos referentes a fenômenos aéreos não identificados ocorridos no espaço aéreo brasileiro.
A reportagem anunciou a publicação da Portaria e em seguida colocou em xeque a existência dos OVNIs, indagando se eles existiriam de fato e apontado o que seriam fraudes em casos clássicos da ufologia brasileira, alguns, registrados faz várias décadas.
Os casos apresentados foram: o da Barra da Tijuca (Rio), quando o fotógrafo da extinta revista ‘O Cruzeiro’, Ed Kéffel alega ter flagrado em fotografia o voo rasante de um disco voador (1952); a Operação Prato, alegada pesquisa militar de OVNIs realizada no interior do Pará (1977); O Caso Varginha, envolvendo suposto aparecimento, apreensão de ET no Sul de Minas, com direito autópsia na UNICAMP (1994) e o caso da Ilha da Trindade, quando o fotógrafo Almiro Baraúna alega ter feito fotos de OVNI que sobrevoou o navio militar em que ele e várias outras pessoas se encontravam (1958).
Exagero versus exagero
Ainda que tenha buscado combater o sensacionalismo e o exagero (naturalmente presentes nos campos da ufologia) o Fantástico não deixou de ser sensacionalista, ao tentar desmistificar casos que, em verdade, são muito mais complexos do que foram apresentados ali, resumidos em poucos minutos de uma curta reportagem.
Fraudes ou não, todos estes casos apresentados envolvem diversos detalhes, entre testemunhas, anotações, gravações, imagens etc. No entanto, o programa alega fraudes de maneira unilateral, apresentando somente relatos ou alegações (sem prova documental) dos respectivos céticos que depõem contra estes casos. Afirmar que o Fantástico “desvendou o mistério dos discos voadores” numa curta reportagem, feita de maneira polarizada como foi essa, é menosprezar o intelecto, não dos simpatizantes da ufologia, mas de qualquer telespectador brasileiro que tenha mais de um neurônio.
De fato, por repetidas oportunidades já publicamos aqui no portal UFOVIA diversas denúncias ou procedimentos exagerados que geralmente ocorrem dentro da comunidade ufológica brasileira, seja por ignorância, seja por esperteza. Mas, daí, a produzir uma reportagem afirmando que desvendou o mistério dos discos voadores, acusando fotógrafos falecidos de fraudadores e não concedendo aos seus representantes legais o mesmo direito concedido aos acusadores, não é somente um ato de extrema falta de ética jornalística, mas um ataque à honra dos falecidos. Além disso, não são fotógrafos e muito menos fotografias da Operação Prato (estas, praticamente sem valor ufológico, pois mostram somente luzes com fundo preto, sem nenhuma referência – por isso mesmo, fáceis de fraudar) que vão validar ou não a existências dos OVNIs. E, no mais, a Operação Prato não consiste somente em tais fotografias, de fato duvidosas, mas numa série de eventos e ocorrências. Sugerir que OVNIs existam ou não por causa de menos de meia dúzia de casos ocorridos no Brasil é, no mínimo, um ato de extrema infantilidade jornalística.





Nossos amigos da ufovia fizeram um texto muito legal mostrando o outro lado da reportagem que foi ao ar pela rede globo no fantástico, usando tendenciosamente a nova portaria da FAB e atacando os casos clássicos da ufologia brasileira.  Confira parte do texto aqui, e o restante no site da ufovia.
Com o título de “Fantástico desvenda supostas aparições de discos voadores”, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibido no domingo, 15/08, procurou desmistificar alguns casos clássicos da ufologia brasileira.
O gancho para a reportagem, foi a publicação da Portaria 551/GC3, pelo Comando da Aeronáutica no Diário Oficial da União nº 152, de 10 de agosto, que estabelece o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileira (COMDABRA), sediado em Brasília, como o órgão responsável pelo recebimento e catalogação dos documentos referentes a fenômenos aéreos não identificados ocorridos no espaço aéreo brasileiro.
A reportagem anunciou a publicação da Portaria e em seguida colocou em xeque a existência dos OVNIs, indagando se eles existiriam de fato e apontado o que seriam fraudes em casos clássicos da ufologia brasileira, alguns, registrados faz várias décadas.
Os casos apresentados foram: o da Barra da Tijuca (Rio), quando o fotógrafo da extinta revista ‘O Cruzeiro’, Ed Kéffel alega ter flagrado em fotografia o voo rasante de um disco voador (1952); a Operação Prato, alegada pesquisa militar de OVNIs realizada no interior do Pará (1977); O Caso Varginha, envolvendo suposto aparecimento, apreensão de ET no Sul de Minas, com direito autópsia na UNICAMP (1994) e o caso da Ilha da Trindade, quando o fotógrafo Almiro Baraúna alega ter feito fotos de OVNI que sobrevoou o navio militar em que ele e várias outras pessoas se encontravam (1958).
Exagero versus exagero
Ainda que tenha buscado combater o sensacionalismo e o exagero (naturalmente presentes nos campos da ufologia) o Fantástico não deixou de ser sensacionalista, ao tentar desmistificar casos que, em verdade, são muito mais complexos do que foram apresentados ali, resumidos em poucos minutos de uma curta reportagem.
Fraudes ou não, todos estes casos apresentados envolvem diversos detalhes, entre testemunhas, anotações, gravações, imagens etc. No entanto, o programa alega fraudes de maneira unilateral, apresentando somente relatos ou alegações (sem prova documental) dos respectivos céticos que depõem contra estes casos. Afirmar que o Fantástico “desvendou o mistério dos discos voadores” numa curta reportagem, feita de maneira polarizada como foi essa, é menosprezar o intelecto, não dos simpatizantes da ufologia, mas de qualquer telespectador brasileiro que tenha mais de um neurônio.
De fato, por repetidas oportunidades já publicamos aqui no portal UFOVIA diversas denúncias ou procedimentos exagerados que geralmente ocorrem dentro da comunidade ufológica brasileira, seja por ignorância, seja por esperteza. Mas, daí, a produzir uma reportagem afirmando que desvendou o mistério dos discos voadores, acusando fotógrafos falecidos de fraudadores e não concedendo aos seus representantes legais o mesmo direito concedido aos acusadores, não é somente um ato de extrema falta de ética jornalística, mas um ataque à honra dos falecidos. Além disso, não são fotógrafos e muito menos fotografias da Operação Prato (estas, praticamente sem valor ufológico, pois mostram somente luzes com fundo preto, sem nenhuma referência – por isso mesmo, fáceis de fraudar) que vão validar ou não a existências dos OVNIs. E, no mais, a Operação Prato não consiste somente em tais fotografias, de fato duvidosas, mas numa série de eventos e ocorrências. Sugerir que OVNIs existam ou não por causa de menos de meia dúzia de casos ocorridos no Brasil é, no mínimo, um ato de extrema infantilidade jornalística.

12 de novembro de 2010

O caminho dos EUA para a sua ruína e consequente III Guerra Mundial

Este artigo abaixo de altíssimo nível nos dá uma excelênte noção do que pode estar por vir.

O caminho de Washington para a ruína e 3 Guerra Mundial

A administração Obama tem intensificado tensões com a China através de uma série de medidas que só podem ser caracterizadas como grandes provocações destinadas a minar as relações entre os dois países. Estas provocações incluem apoio político a movimentos separatistas, tais como o monge teocrático financiado pelos EUA que lidera os separatistas tibetanos e os separatistas uigures baseados em Washington, assim como através dos US$6,4 bilhões de vendas de armas avançadas a Formosa (Taiwan), um protetorado virtual da US Navy.
O presidente Obama encontrou-se publicamente e apoiou estes grupos separatistas e secessionistas, jactando-se da recusa de Washington em reconhecer as fronteiras existentes da China. Isto é parte da estratégia estado-unidense de encorajar a ruptura física de países independentes, as quais são encaradas como “obstáculos” para o seu programa de construção do império militar global.
Além de continuar e escalar as políticas hostis do seu antecessor, a administração Obama tem explorado várias outras questões a fim de mobilizar a opinião pública americana e de aliados em respaldo da sua postura de confrontação. Primeiro, a administração Obama afirma que a moeda da China (o Renminbi) está artificialmente subavaliada a fim de dar uma vantagem injusta às exportações chinesas, portanto enfraquecendo as exportações manufatureiras dos EUA a um custo de “milhões de empregos americanos”. Em segundo lugar, a administração afirma mentirosamente que, depois de os EUA terem aberto o seu mercado manufatureiro interno para firmas chinesas, os chineses deveriam reciprocamente fazer o mesmo e abrir os seus setores financeiros aos bancos de investimento da Wall Street.
Em retaliação às crescentes exportações chinesas, Washington elevou as tarifas protetoras sobre tubos de aço e pneus para automóveis, e emitiu ameaças do Congresso de novas medidas protecionistas.
Os EUA têm insistido que outros países apoiem a sua política agressiva em relação ao Irã, incluindo imposições de sanções financeiras e apoiando também as ameaças belicosas de Israel de bombardear Teerão. Em contraste, a China rejeita sanções econômicas, preferindo negociações, enquanto aumenta o seu comércio e investimentos em setores estratégicos da economia iraniana. Obama recusa-se a aceitar a rejeição da China da política orientada pela óptica militar de mudança de regime, bem como a busca chinesa de comércio com o Irão.
A definição da administração estado-unidense do que é “auto-determinação” inclui dar apoio a movimentos regionais separatistas étnico-religiosos na China, enquanto, ao mesmo tempo, invade e ocupa estados independentes, como o Iraque e Afeganistão, ordenando ataques de mísseis a outros estados, como o Paquistão e a Somália, estabelecendo mais de 700 bases militares por todo o mundo com jurisdição extra-territorial e empenhando-se em assassínios dos seus opositores no exterior através da CIA e de Forças Especiais.
Em contraste, a China não está em guerra e opõe-se a invasões militares de estados soberanos. A China não tem bases militares além-mar e está ameaçada pela política dos EUA de cercar as suas fronteiras com bases americanas em estados clientes na Ásia Nordeste, Sudeste e Central.
Enquanto forças de ocupação militar dos EUA violam brutalmente direitos humanos de milhões de cidadãos em países ocupados ou alvos, e ameaçam os direitos civis de americanos críticos com regras arbitrárias, julgamentos secretos e a suspensão do habeas corpus, o regime Obama critica duramente a China pelo seus processos a ativistas da oposição.
O regime Obama imiscuiu-se dentro de um conflito entre uma corporação privada estado-unidense, a Google, transformando a questão numa falsa luta pela “liberdade de expressão” ao nível de relações de estado para estado. Apesar da presença em expansão de muitos companhias de tecnologias da informação de propriedade americana na China, o regime Obama levantou a questão da “censura à internet” ao nível de uma confrontação política importante.
As alterações climáticas são outra fonte de agravamento da tensão entre os estados. Na cimeira de Copenhaga, em Dezembro de 2009, Obama rejeitou qualquer acordo sobre a redução de emissões de carbono enquanto desviava crítica e culpava a China e outros países em desenvolvimento, os quais haviam acordado objetivos informas significativos sobre reduções de CO2.
Políticas imperiais: a que preço?
As provocações políticas e diplomáticas do regime Obama contra a China na busca do seu império militar custam um preço muito alto real e potencial. Não podemos assumir que a China permanecerá como um estóico saco de pancada para os EUA, absorvendo ameaças potenciais, pressões econômicas e insultos diplomáticos gratuitos sem tomar contra-medidas, especialmente na esfera econômica.
O papel crucial da China como credor dos EUA
A postura provocativa e militarista dos EUA em relação à China põe em perigo grandes interesses econômicos privados e públicos dos EUA, incluindo o financiamento da China à florescente dívida estado-unidense.
A China é o maior investidor do mundo em títulos dos EUA. Segundo um estudo pormenorizado do Congressional Research Service (CRS) (30/Julho/2009), a China possui um vasto montante de dívidas a longo e curto prazo do Tesouro americano, dívida corporativa e ações dos EUA estimadas em mais de US$1,2 Trilhão. O investimento da China em títulos do Tesouro dos EUA foi utilizado para ajudar a financiar a (medíocre) “recuperação” econômica estadunidense. Se o regime Obama persistir nas suas provocações, a China pode decidir desfazer uma grande parte dos seus haveres em títulos dos EUA, induzindo outros investidores estrangeiros (Japão – 1 trilhão, OPEP – 200 bilhões, Brasil – 180 bilhões) a venderem também os seus haveres (CRS op cit.). Isto levaria a uma drástica depreciação do dólar e forçaria Washington a elevar drasticamente taxas de juro, as quais poderia conduzir os EUA a uma mais profunda recessão/depressão. Economistas, os quais afirmam que os interesses econômicos chineses sofreriam com uma tal liquidação, ignoram o fato de que para Pequim a soberania nacional é mais importante do que perdas econômicas a curto prazo, especialmente tendo em vista o apoio estado-unidense a movimentos secessionistas. Além disso, os chineses têm altas taxas de poupança, enormes reservas estrangeiras e mercados cada vez mais diversificados assim como fornecedores de commodities essenciais. A China está numa posição muito melhor para absorver o “choque” de um declínio nas relações econômicas com os EUA resultante da belicosidade americana do que a economia norte-americana infestada de dívida, fraca industrialização, com poupança negativa e de orientação militar.
Investimentos diretos estrangeiros
Entre as 400 maiores corporações multinacionais dos EUA listadas na Forbes, quase todas têm investimentos lucrativos na China, os quais estão a crescer. A posição cada vez mais confrontacional do regime Obama em relação à China coloca estes investimentos em risco.
Os investimentos estrangeiros dos EUA na China excedem muito os investimentos desta nos EUA, segundo um relatório publicado pelo Centro de Estudos Asiático-Americanos da UCLA. Em 2006, o investimento direto estrangeiro (IDE) da China nos EUA era de US$600 milhões, ao passo que os investimentos dos EUA na China eram de US$22,2 bilhões. O relatório chega a declarar “…as queixas de muitos homens de negócio e políticos americanos de que a China pode investir com relativa facilidade em companhias dos EUA enquanto a China ainda restringe duramente o acesso a mercados e companhias na China parece não ser confirmado pelos números”. O governo americano, de fato, bloqueou vários investimentos em grande escala de companhias chinesas, incluindo a compra por muitos bilhões de dólares de uma companhia petrolífera (UNOCAL), de uma companhia de aparelho elétricos (Maytag) e de uma companhia de computadores (3Com Corp). Os investimentos chineses nos EUA não são sempre lucrativos. O Fundo de Riqueza Soberana (um fundo de investimento dirigido pelo governo chinês) perdeu em menos de um ano mais de 50% do seu investimento de US$8 bilhões de dólares nos grupos financeiros Blackstone Group e Morgn Stanley.
O regime de Obama queixa-se acerca do tratamento chinês “restritivo” de companhias americanas em desafio à realidade econômica. Os ataques são parte de uma estratégia política de propaganda anti-chinesa para aumentar o antagonismo do público americano contra a China e mobilizar apoio interno para qualquer confrontação militar. Mesmo quando companhias dos EUA arrecadam lucros milhares de vezes maiores do que os investimentos chineses nos EUA, e as principais casas de investimentos estadunidenses trapaceiam investidores chineses em milhões, a Casa Branca grita delito!
A muito difamada política da China de restringir takeovers financeiros por firmas da Wall Street foi uma das razões de o colapso especulativo dos EUA não haver tido muito impacto na sua economia. E ainda assim Washington continua a atacar Pequim acerca da questão da “abertura dos mercados financeiros chineses à Wall Street”.
Comércio EUA-China
O regime Obama levantou a questão da moeda “subavaliada” da China, ignorando convenientemente o fato de que as importações da China provenientes dos EUA estão a crescer mais depressa do que as suas exportações para os EUA. Entre 2006, 2007 e 2008 as exportações anuais estadunidenses para a China cresceram 32%, 18% e 9,5%, de um vasto espectro de produtos industriais americanos com alto valor, acrescentado empregos qualificados bem pagos e lucros substanciais aos estadunidenses.
Além disso, o fato de as exportações dos EUA para a China incluírem um conjunto variado de setor manufatureiros e serem competitivos à atual taxa de câmbio sugere que o vasto défice comercial dos EUA com a China tem menos a ver com a política cambial chinesa e mais a ver com políticas de investimento públicas e privadas dos EUA. Em grande medida, a maioria das exportações da China para os EUA são o resultado de decisões corporativas de multinacionais de produzir e subcontratar na China. Por outras palavras, o défice comercial com a China está relacionado diretamente com a estratégia de investimento global das multinacionais estado-unidenses, as quais, por sua vez, floresceram depois de o governo dos EUA ter liberalizado regras e desregulamentado a conduta dessas corporações. Políticas de investimento liberais sob o governo dos EUA, e não “regras comerciais supostamente injustas” dos chineses, são a causa principal do défice comercial estadunidense.
A postura raivosa adotada pelo regime Obama em relação à moeda”subavaliada” da China é uma trama política para desviar a atenção das suas desastrosas políticas econômicas liberais e o seu apoio para a conduta de investimento de grandes corporações dos EUA.
O défice comercial anual dos EUA com a China cresceu quase quatro vezes entre 1999 e 2008, de US$68,7 bilhões para US$266,3 bilhões. O crescimento do défice comercial coincide com a mudança maciça do investimento estado-unidense da manufatura para a especulação imobiliária, financeira e em atividades de seguros. Por outras palavras, os EUA re-direcionaram suas estratégias de investimento da produção de mercadorias utilizáveis para o consumo interno em favor da importação de bens manufaturados do exterior com um maior lucro para as corporações. O enfraquecimento da capacidade produtiva dos EUA – suas forças produtivas – refletiu-se na sua posição competitiva declinante e no aprofundamento dos seus desequilíbrios comerciais. Dadas as estreitas relações entre a Casa Branca e a Wall Street, os decisores políticos procuram culpar os monetários chineses por uma moeda subavaliada, ao invés de encarar a bolha da economia estimulada pelas políticas do Federal Reserve e geradas pelas casas de investimento da Wall Street, cujos executivos avançam na ocupação de postos economicos chave no governo dos EUA e que proporcionam substanciais financiamentos para campanhas eleitorais.
Naqueles setores econômicos em que o investimento dos EUA levou a eficiência acrescida, como a agricultura, os EUA tem competido com êxito. A China é o principal comprador da soja, trigo e do algodão americano – o que representa mais da metade das vendas mundiais da primeira e um terço da segunda e última conforme a U.S. International Trade Commission e o Departamento do Comércio dos EUA.
Comércio, crédito, investimento versus militarismo e especulação
As relações econômicas da China com os EUA têm sido extraordinariamente lucrativas e favoráveis para os grandes capitalistas estado-unidenses e o governo americano. Os chineses ao comprar títulos do US Treasury (Títulos dos EUA) com juros baixos, tem financiado o comércio e os défices orçamentais dos EUA, os quais são o resultado de gastos militares exorbitantes, múltiplas guerras e ocupações imperiais e investimentos especulativos não produtivos. As multinacionais dos EUA têm obtido altas taxas de lucro com os seus investimentos na China, lucros muito além do que teriam ganho nos EUA e muitas vezes maiores do que umas poucas firmas chinesas ganham no clima mais restritivo dos EUA. Importantes setores econômicos dos EUA na indústria aero-espacial, agronegócio, instalações portuárias, transportes e retalhistas comerciais gigantes e importadores dependem e lucram com o comércio com a China. Os especuladores estado-unidenses têm sido capazes de arrecadar lucros enormes com os Fundos Soberanos Chineses ao bombearem e descarregarem ações especulativas dos EUA.
Como a dinâmica crescimento da China (consumo interno) e a taxa de procura do consumidor chinês continuam a correr à frente dos EUA, as exportações estadunidenses para a China ultrapassam as suas importações da China.
O crescente antagonismo político e as precipitadas ações diplomáticas contra a China tomadas pela Casa Branca e o Congresso EUA servem perfeitamente para minar os interesses econômicos básicos de um vasto feixe de empresas capitalistas dos EUA bem como a credibilidade da economia estado-unidense. O que é ainda mais impressionante é o fato de que muitas das acusações mentirosas apontadas contra Pequim, incluindo o seu suposto “tratamento injusto” de investidores e a alegada “economia fechada” – aplicam-se com maior força a Washington.
O paradoxo do ganho econômico e da hostilidade política
A chave para o entendimento deste paradoxo de ganho econômico e hostilidade política jaz nas estruturas econômicas e nas estratégias globais fundamentalmente diferentes dos dois países. A economia dos EUA tem sido conduzida pelas suas classes burguesa financeiras e especulativas, as quais por sua vez exercem influência política decisiva sobre a política econômica do estado. Ao mesmo tempo, a classe capitalista comercial está mais sintonizada com a importação de bens manufaturados, ao invés de investimento a longo prazo em investigação e desenvolvimento no setor manufactureiro nacional. Nem o capital comercial nem o financeiro tem um interesse em estimular exportações estado-unidenses e em investir nas forças produtivas do seu país. A concepção e execução da estratégia global dos EUA é controlada pelos militaristas civis e pelos ideólogos imperiais no governo e os seus contrapartes em setor do alto comando militar.
Em contraste com a busca chinesa do poder global orientada pelo mercado, o imperialismo estado-unidense é construído em torno da conquistas militar e da apropriação de riqueza econômica estrangeiros. A influência desproporcionada exercida pelos militaristas civis no governo dos EUA resultou numa série de guerras no estrangeiro, as quais deformaram severamente a economia do país e levaram a uma obsesão militar dos objetivos globais estado-unidenses. Confrontada com as crescentes relações econômicas e influência da China na Ásia, África, América Latina e Oriente Médio e a oposição de Pequim às políticas imperiais de orientação militar dos EUA contra o Irão, Washington escalou suas provocações políticas, pressões diplomáticas e interferência nos assuntos internos chineses. Como estas pressões estadunidenses aumentam, a opinião pública chinesa torna-se mais nacionalista, o que por sua vez serve de base para acusações de “xenofobia” e “chauvinismo” por parte dos mass media dos EUA. A natureza irracional da recente propaganda anti-China promovida pelos mass media ocidentais é mais evidente nas estridentes advertências de uma suposta ameaça militar chinesa à segurança asiática, especialmente quando os EUA continuam a expandir a sua cadeia de bases militares que cercam a China desde a Coreia do Sul, Japão, Filipinas, Austrália, Afeganistão e Ásia Central. A China não tem nem bases militares no estrangeiro nem frotas navais junto às costas de qualquer território dos EUA ou de aliados seus.
Quanto maior a confiança dos EUA na força militar, em sanções econômicas brutais e em bloqueios totais para derrubar governos soberanos e estender a sua rede de regimes clientes, maior a sua hostilidade em relação à China, a qual está a expandir os seus laços econômicos com “adversários” dos EUA, tais como o Irão, Venezuela, Nicarágua, etc.
Os EUA enfraqueceram gravemente as suas forças produtivas no processo de financiar uma máquina militar global. A China, por outro lado, tem procurado tornar-se uma potência mundial na base do desenvolvimento a longo prazo e em grande escala das suas forças produtivas, mesmo com a oposição dos EUA. Em todas as ocasiões Washington perdeu enorme oportunidades para a economia dos EUA decorrentes do crescimento dinâmico da China, de mercados internos florescentes e da expansão econômica além-mar, em favor de pequenas provocações.
Conclusão
Em última análise o que temos é um conflito entre dois sistemas político-economicos diametralmente opostos.
Por um lado, um império dos Estados Unidos de orientação militar, o qual centra-se em conquistar e saquear o Iraque, o Afeganistão e o Irão, apoia as ambições de um Israel militarista, procura estados clientes marginais na América Latina e militariza construindo bases militares imperialistas em Paquistão, Colômbia e no México.
Pelo outro lado, a China aprofunda seus laços políticos-econômicos com países asiáticos dinâmicos, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, etc, aumenta suas ligações petrolíferas com a Arábia Saudita, Irão, os Estados do Golfo, a Venezuela, Rússia e Angola, desloca os EUA como principal parceiro comercial do Brasil, Argentina, Peru e Chile; e aumenta suas ligações de comércio e investimento com a África do Sul em minerais e projetos de construção relacionados a infraestrutura. O contraste é gritante.
A expansão economica global da China é confrontada pelo cerco militar dos EUA, provocações diplomáticas e uma campanha de propaganda anti-chinesa maciça concebida para desviar a atenção pública dos EUA dos desequilíbrios extremos na sua economia interna. Ao invés de olhar para dentro a fim de entender porque os EUA estão a declinar rapidamente, o regime Obama encoraja o público a culpar as políticas comerciais supostamente incorretas da China, suas políticas de investimento supostamente “restritivas”, sua taxa de câmbio supostamente manipulada e a sua resposta dura a movimentos secessionistas financiados pelos EUA.
No final das contas os EUA não resolverão os seus défices orçamentais nem os seus desequilíbrios comerciais, para não mencionar suas infindáveis guerras imperiais, através do recurso auto-descritos divinais, como o Dalai Lama, e a provocar uma potência econômica e militar dinâmica tal como a China. Nem tão pouco pode Washington escapar aos seus profundos desequilíbrios economicos satisfazendo especuladores da Wall Street e ignorando o declínio das forças produtivas da América. Aviões de guerra, escaladas militares e exércitos fantoches empenhados em guerra infindáveis não são contra-peso a escalada de investimentos, desenvolvimento de mercados fortes e joint ventures que ligam a China às economias emergentes mais dinâmicas do mundo.

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