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15 de dezembro de 2012

Jordânia seria mais uma peça do dominó a cair ?


Jordânia: Primavera Árabe pode chegar em janeiro




Primavera árabe, Jordânia, Oriente Médio, Bashar Assad, política, Muçulmanos

EPA

O rei da Jordânia, Abdalla II pode ser o próximo dirigente a sofrer os efeitos da Primavera Árabe. Para tal, na opinião do próprio monarca, pode contribuir o novo eixo Turquia - Egito - Qatar. Não se exclui que, em face da guerra civil na Síria e da situação inquietante na própria Jordânia, tal roteiro revolucionário possa vir a ser aplicado neste país.

O rei jordaniano está preocupado antes de mais com a união entre o eixo Turquia-Egito-Qatar e a Irmnadade Muçulmana, formada em consequência da chamada Primavera Árabe - informa a mídia local, citando fontes entre os participantes dos recentes encontros do monarca com políticos e líderes de tribos da Jordânia. Abdalla II qualifica de sectária a posição de Ancara na questão síria, ditada exclusivamente pela inimizade religiosa dos sunitas em relação ao regime alauita de Bashar Assad. O rei também assinalou a atividade excepcional do Qatar em relação à Síria. Em sua opinião, é grande a probabilidade de envolvimento de Damasco no citado eixo em caso de queda do regime de Assad.
O monarca jordaniano tem realmente razões para se preocupar. Se o governo da dinastia presidencial dos Assad chegar ao fim, será inevitável a desintegração da Síria e as ações violentas alastrarão aos territórios fronteiriços.
A Primavera Árabe já atingiu a Jordânia. Somente no mês passado, durante ações de protesto, morreram várias pessoas em choques com a polícia.No fundamental os manifestantes exigiam a redução dos preços dos combustíveis, mas também exortavam a derrubar o rei. Deve-se dizer que Abdalla II procura, como pode, manobrar entre os interesses dos partidários da monarquia e as ambições da oposição. Há dias, ele indultou 116 dos mais ativos manifestantes, mas os treze piores desordeiros continuam sob investigação.
Irmnadade Muçulmana causa a pior dor de cabeça do monarca. No final de setembro, eles pretendiam levar à ruas 50 mil pessoas. Entretanto, Abdalla começou conversações com os islamistas.Este deixaram o rei em situação difícil - eles exigem uma monarquia constitucional e reformas do sistema de eleições para o parlamento. Em caso de concordância de Abdalla, a Irmnadade Muçulmana terã ótimas chances de chegar ao poder por meio constitucional, como aconteceu no Egito. No entanto,o rei fez concessões: em 4 de outubro ele dissolveu o Parlamento e prometeu que em 2013 o primeiro-ministro do país será eleito pelos parlamentares e não nomeado pelo monarca.
Os islamistas são apoiados pela maioria da população, que é constituída de palestino-jordanianos. O rei tem o apoio dos chefes de tribos beduínas, que perdem em número para os palestinos - assinalou Fiodor Lukianov:
"Se lá 70-80% da população é constituída por palestinos, eles não terão o direito o direito de eleger seu dirigente? A Irmnadade Muçulmanada Jordânia por enquanto não apresentou a exigência de derrubada da monarquia. Eles simplesmente disseram: que o monarca seja chefe cerimonial e nós formaremos o governo. Tudo muito democrático, se lá forem realizadas eleições, eu penso que eles ganharão".
Entretanto a Irmandade Muçulmana pretende boicotar as eleições antecipadas para o parlamento, marcadas para 23 de janeiro. Os acontecimentos em outros países indicam que os islamistas não se acalmarão até tomar o poder em suas mãos - por meio constitucional ou qualquer outro. As eleições permitirão apenas adiar um pouco o início da Primavera Árabe na Jordânia.
Primavera árabe, Jordânia, Oriente Médio, Bashar Assad, política, Muçulmanos

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